Mobilidade Sustentável – Entrevista com João Ferreira – DSI

Nesta edição da Gazeta W, vamos conhecer a história de João Ferreira, colaborador do departamento de Sistemas de Informação, que decidiu transformar a sua rotina urbana, ao optar por uma bicicleta elétrica como meio de transporte diário. Vamos descobrir o que o motivou, os desafios que enfrentou e os benefícios que encontrou nesta escolha mais sustentável.


Parte 1 – A Decisão

1. João, o que te levou a considerar a bicicleta elétrica como alternativa ao transporte tradicional?

JF: Foi sobretudo, a vontade de ter um meio de transporte mais sustentável e económico. 

2. Houve algum momento específico que te fez tomar essa decisão?

JF: Sim, houve um momento em que comecei a sentir que o tempo perdido no trânsito e os custos associados ao combustível e estacionamento já não compensavam.

3. Que tipo de transporte utilizavas antes e o que te incomodava nesse modelo?

JF: Utilizava principalmente o automóvel. O que mais me incomodava era o trânsito constante, o stress das deslocações, os custos elevados de combustível e manutenção, bem como a dificuldade em estacionar, especialmente em zonas mais movimentadas (Centro de Lisboa).


Parte 2 – O Trajeto Casa-Trabalho-Casa

4. Podes descrever o teu trajeto diário entre casa e trabalho? Qual a distância e o tempo médio?

JF: O meu trajeto diário entre casa e trabalho tem cerca de 4 a 5 quilómetros. Em média, no transporte Automóvel demoro aproximadamente 20 a 45 minutos em cada sentido, dependendo do trânsito e das condições meteorológicas. Quando uso a bicicleta elétrica demoro aproximadamente 15 minutos.

5. Como é o percurso — tem ciclovias, zonas seguras, ou enfrentas obstáculos?

JF: Parte do percurso conta com ciclovias e zonas relativamente seguras, sobretudo em áreas urbanas mais recentes. No entanto, ainda existem alguns troços partilhados com automóveis, o que exige mais atenção, além de alguns cruzamentos mais movimentados que podem ser um pouco desafiantes.

6. Que mudanças notaste desde que começaste a usar a bicicleta elétrica nesse trajeto?

JF: Notei uma redução significativa do stress nas deslocações, maior previsibilidade no tempo de viagem e um aumento do bem-estar geral. Além disso, passei a gastar menos dinheiro em combustível e manutenção, o que se traduziu numa poupança mensal significativa. Chego ao trabalho com outra disposição, mais tranquilo e motivado.


Parte 3 – Benefícios Pessoais

7. Quais foram os principais benefícios que sentiste — físicos, emocionais ou financeiros?

JF: Os principais benefícios foram a nível financeiro, com uma redução clara das despesas em combustível, estacionamento e manutenção. Em termos físicos, passei a ter mais atividade no dia a dia, o que contribuiu para me sentir mais saudável. Emocionalmente, noto menos stress e uma sensação geral de maior equilíbrio e bem-estar.

8. A bicicleta elétrica teve impacto na tua saúde ou bem-estar?

JF: Sim, teve um impacto bastante positivo. Sinto-me com mais energia, menos cansado e com melhor disposição. O facto de fazer exercício de forma regular, mesmo que moderada, ajudou a melhorar o meu humor e a reduzir a tensão acumulada do dia a dia.

9. Notaste alguma diferença na tua produtividade ou disposição ao longo do dia?

JF: Sim, claramente. Chego ao trabalho mais desperto e motivado, o que se reflete numa maior concentração e produtividade. Ao longo do dia mantenho uma disposição mais estável, sem aquele cansaço típico das deslocações de carro em trânsito intenso.


Parte 4 – Impacto Ambiental e Social

10. Sentiste que estás a contribuir para um ambiente mais sustentável? De que forma?

JF: Sim, sem dúvida. Ao substituir o automóvel pela bicicleta elétrica reduzi significativamente as emissões de CO? associadas às minhas deslocações diárias. Além disso, contribuo para menos trânsito e menos poluição sonora, o que tem impacto positivo no ambiente urbano.

11. Já inspiraste colegas, familiares ou amigos a adotarem formas de mobilidade mais ecológicas?

JF: Sim, algumas pessoas próximas começaram a mostrar mais interesse.
 As conversas e a partilha de benefícios reais acabam por motivar outros a ponderar essa mudança.


Parte 5 – Apoios e Incentivos

12. Tiveste acesso a algum apoio ou incentivo do Estado para adquirir a bicicleta elétrica?

JF: Não tive acesso direto a apoios no momento da compra. No entanto, tenho conhecimento de que existem alguns incentivos disponíveis, embora nem sempre sejam claros ou fáceis de obter e nem sempre estão disponíveis.

13. Consideras que esses apoios são suficientes ou deveriam ser reforçados?

JF: Considero que deveriam ser reforçados e, sobretudo, mais divulgados. Incentivos mais acessíveis e simples poderiam acelerar a adoção da mobilidade elétrica e sustentável por um maior número de pessoas.


Parte 6 – Futuro e Recomendações

14. Pretendes continuar a usar a bicicleta elétrica a longo prazo?

JF: Sim. Tornou-se parte da minha rotina diária e uma solução prática, económica e sustentável para as deslocações.

15. Que conselhos darias a quem está a pensar mudar para este tipo de mobilidade?

JF: Aconselho a experimentar antes de decidir, a escolher uma bicicleta elétrica adequada ao percurso diário e a investir em equipamentos de segurança. É também importante planear os trajetos e perceber que a adaptação é rápida e os benefícios surgem quase de imediato.


Obrigada, João, por partilhares a tua experiência. A tua história mostra que pequenas mudanças podem ter um grande impacto — não só na nossa vida, mas também no futuro das nossas cidades. E continua a inspirar-nos!!