Fixe!, LOL, YOLO ou Bora? – Uma viagem pelas palavras que cresceram connosco

Autoria: Zuzana Fabianová

Há coisas que revelam imediatamente a nossa idade.

Não são as rugas, nem os cabelos brancos. Também não é a música que ouvimos ou o telemóvel que temos no bolso. São as palavras.

Há palavras que funcionam como uma máquina do tempo. Basta ouvi-las para regressarmos imediatamente a uma década da nossa vida. Na Wondercom esta viagem no tempo acontece todos os dias. Somos uma empresa com 27 anos de história e, ao longo deste percurso, fomos crescendo com pessoas de várias gerações. Hoje trabalhamos lado a lado com colaboradores nascidos nos anos 60, 70, 80, 90, 2000 e até quase já na década de 2010. Entre alguns deles existem quase 50 anos de diferença.

Os mais experientes poderiam ser quase avós dos mais novos. E os mais novos nasceram quando muitos dos seus colegas já tinham anos de experiência profissional.

Longe de ser uma diferença, esta diversidade tornou-se uma das maiores riquezas da Wondercom.

Ao longo destes 27 anos vimos nascer grandes amizades, equipas extraordinárias, colegas que se apaixonaram, casamentos e até crianças cujos pais se conheceram precisamente aqui. Afinal, passamos uma parte muito significativa das nossas vidas no trabalho e, muitas vezes, é nele que começam algumas das histórias mais importantes das nossas vidas. (Mas essas ficam para um próximo artigo.)

Hoje a proposta é outra. Vamos viajar pelas palavras que marcaram cada geração.

Porque, às vezes, basta uma simples frase para nos fazer regressar imediatamente à adolescência.

Os anos 90

Quando a Internet fazia barulho

Quem viveu os anos 90 lembra-se de um tempo em que a Internet demorava eternidades a ligar, fazia um barulho quase assustador e tinha uma regra de ouro: enquanto alguém estivesse online… ninguém podia usar o telefone.

Hoje parece impossível imaginar, mas era exatamente assim.

Também havia cassetes, VHS, CDs, Tamagotchis e programas de televisão que reuniam famílias inteiras em frente ao ecrã.

As frases faziam parte da rotina:

  • “Não ocupes o telefone!”
  • “Tenho de desligar a Internet.”
  • “Grava isso em VHS.”
  • “Grava-me essa cassete.”
  • “Compraste o CD?”
  • “Tenho um Tamagotchi.”
  • “A MTV está a dar aquela música.”

Quem leu estas frases provavelmente acabou de ouvir, na memória, o famoso som do modem.

Os anos 2000

Quando todos tínhamos MSN… e saldo para controlar

A entrada no novo milénio trouxe uma revolução.

O telemóvel passou a fazer parte da nossa vida, mas ainda era preciso gerir cuidadosamente os SMS e verificar constantemente se existia saldo suficiente.

As conversas mudaram.

As amizades passaram pelo MSN Messenger e os toques polifónicos eram quase um símbolo de estatuto.

Foi também a época em que as palavras começaram a ser substituídas por abreviaturas.

Quem nunca escreveu um simples “LOL”?

Ou ouviu alguém dizer:

  • “Manda SMS.”
  • “Tenho saldo?”
  • “Dá-me um toque.”
  • “Adiciona-me no MSN.”
  • “Já tens Facebook?”
  • “Levas uma pen?”
  • “Que ringtone é esse?”
  • “Big Brother”

Hoje tudo isto parece distante. Na altura… era o futuro.

Os anos 2010

A década das selfies e dos likes

Foi nesta década que o smartphone deixou de ser apenas um telefone.

Passou a ser uma máquina fotográfica, GPS, agenda, carteira, televisão, rádio, computador e companhia permanente.

Começámos a viver ligados às redes sociais. As fotografias deixaram de esperar pela revelação. As viagens passaram a ser partilhadas em tempo real. Os memes entraram definitivamente no nosso vocabulário. De repente toda a gente dizia:

  • “Selfie!”
  • “Hashtag.”
  • “Like.”
  • “Segue-me.”
  • “Manda localização.”
  • “Já viste aquele meme?”
  • “Faz screenshot.”
  • “Printa isso.”
  • “Envia o link.”
  • “Estou sem bateria.”

Curiosamente, poucos problemas provocavam tanto stress como ver o telemóvel chegar aos 2%.

Os anos 2020

A década das videochamadas e da Inteligência Artificial

Os anos 20 começaram de forma inesperada.

Aprendemos a trabalhar à distância, a reunir através de um ecrã e a comunicar de maneiras completamente diferentes. Expressões que nunca tínhamos ouvido passaram a fazer parte da rotina.

Quem nunca disse:

  • “Estás em mute.”
  • “Vês o meu ecrã?”
  • “A Internet foi abaixo.”
  • “Fazemos um Teams?”
  • “Manda no WhatsApp.”
  • “Está na cloud.”
  • “Partilha o QR Code.”
  • “Vou perguntar ao ChatGPT.”
  • “Escreve um prompt.”

Em poucos anos, palavras como Inteligência Artificial, cloud ou prompt passaram do mundo da tecnologia para as conversas do dia a dia.

E na Wondercom?

Independentemente da idade, existe um idioma que todos falamos. É a linguagem de quem trabalha para resolver problemas, ajudar clientes e fazer acontecer. Por isso, há frases que nunca passam de moda. São ditas por quem entrou na empresa há vinte anos… e por quem chegou há apenas duas semanas.

Frases como:

  • “Já está resolvido.”
  • “Onde é o site?”
  • “Quem vai ao cliente?”
  • “Já saiu o material?”
  • “Falta só um detalhe…”
  • “Liga-me quando chegares.”
  • “Já enviei o e-mail.”
  • “Quem ficou com a chave?”
  • “Só cinco minutos…”
  • “Vamos conseguir.”
  • “Isto resolve-se.”

Porque, no fundo, as tecnologias evoluem.

Os telemóveis mudam.

As redes sociais transformam-se.

As palavras acompanham cada geração.

Mas aquilo que realmente nos aproxima continua exatamente igual.

A vontade de aprender com quem sabe mais.

A curiosidade de quem chega pela primeira vez.

A experiência de quem já viu quase tudo.

E a energia de quem acredita que o próximo desafio será sempre melhor do que o anterior.

É precisamente esta mistura de gerações que faz da Wondercom uma empresa diferente.

Uns ainda dizem “Fixe!”.

Outros escrevem “LOL”.

Há quem continue a responder “Na boa”.

Os mais novos terminam tudo com um simples “Bora!”.

Talvez seja isso que torna as gerações tão interessantes.

Cada uma inventa as suas palavras, cria as suas expressões e acredita, durante algum tempo, que fala uma linguagem completamente nova. Depois chegam os mais novos, reinventam tudo outra vez… e o ciclo recomeça.

Daqui a alguns anos haverá certamente novas palavras que hoje nem imaginamos. E alguém escreverá um artigo parecido com este, perguntando: “Lembram-se quando toda a gente dizia ‘Estás em mute?’ ou ‘Vou perguntar ao ChatGPT’?”

Quando esse dia chegar, será sinal de que continuamos a evoluir. E isso é, afinal, a melhor parte de todas as gerações.